quinta-feira, 14 de novembro de 2013

... Tantas palavras eu procurei para traduzir a sensibilidade do meu sentimento neste momento, mas nenhuma das que me vieram á cabeça conseguiu alcançar a profundidade dessa tal suscetibilidade. Pouco sei de qual sentimento falo. Não se trata de um amor, nem de uma dor, aliás, muito fácil seria falar sobre eles. Não é tristeza, mas também não é alegria. É como se algo ou alguém tivesse instalado um ar-condicionado dentro de mim, mas lá dentro mesmo, não diretamente no meu coração, tampouco na minha alma. Apenas, tudo está congelado, mas eu não sinto frio. É isso! Eu não sinto. Mentira!!! Eu sinto, mas não demonstro o que sinto. Quero dizer, eu sinto, mas já faz tanto tempo que sinto que sentir já não provoca efeitos tão drásticos, embora tenha os meus rompantes vez em quando. A única coisa que consigo explicar é uma vontade enorme de estar em um lugar só meu, e, assim, me recuar de uma forma em que eu seja apenas o meu único perigo. (Maria de Fátima Gomes)

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