quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A suprema beleza de um sonho.

E lá estava ela, indiretamente a minha espera, sobre uma bela paisagem, intacta, encostada em um homem de pedra, que, por muitos instantes, me causava medo, mas que esteve presente em momentos quase incrimináveis. Eu me aproximava junto com meus mestres, por vezes pupilos, que em abraços, sentiam o cheiro forte da essência do seu corpo, misturado ao perfume suave e delirante usado pela mesma. Enquanto um surto psicótico silencioso me atingia, fazendo, por um segundo, meu corpo paralisar e meu espírito se afogar em sentimentos diversos: Culpa, receio, medo, angústia... E entre todos esses, começa a transbordar pelas bordas da minha alma, a paixão, ocultando todos os outros sentimentos , e logo depois, some como fumaça ao vento, e finalmente acordo daquele momento, quase fantasioso. Logo percebo a realidade que me rodeia. Curvo-me, sento-me perante toda beleza, e começo a interagir, não com palavras, mas com meios sorrisos e olhares discretos, perceptíveis apenas por ela, que indiretamente retribui-os. E assim se passa o tempo, o nosso tempo, a nossa noite coletiva e ao mesmo tempo, a dois. Sinto uma gota de água da chuva, que escorre pela pequena goteira no telhado, cair sobre minha face, me fazendo regressar rapidamente a realidade, observo tudo o que me rodeia e encontro em meu refúgio, apenas um travesseiro a apoiar-me do baque causado pelo descobrimento de tal surrealismo. (Maria de Fátima Gomes)

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